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Regime presidencialista com poder moderador

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Estou convicto que estamos no pior modelo de regime governamental o - Presidencialismo de coalizão, que favorece a corrupção e concentração de poder. Reduz o papel dos Estados e Municípios a simples executores da política centralizada pelo poder de reter a chave do cofre. Já em 1933 Borges de Medeiros tinha proposto modelo que evitaria essa situação anacrônica, que infelizmente nunca foi considerado. O presidencialismo com poder moderador.
Para o bem da democracia, devemos esquecer este modelo que hoje vige, o presidencialismo de coalizão, que é quase que "imperial" na sua concepção, distorcido pela existência da medida provisória - aceitável em sistemas de gabinetes parlamentares.
Portugal, Itália e França tem o regime presidencialista com poder moderador.
O Presidente seria eleito pelo voto direto do povo, e diferente de hoje, não acumularia a chefia do governo, que seria atribuição do Primeiro-Ministro, que seria escolhido e nomeado pelo Presidente, em função da composição partidária no parlamento em determinado momento.
O Presidente exerceria a nobre missão de Chefia do Estado, nomeando o governo; exerceria o comando supremo das Forças Armadas e da segurança da nação e promoveria a política externa.
Já o Primeiro-Ministro seria passível de demissão a qualquer momento caso não cumprisse o apresentado no Parlamento em seu PROGRAMA DE GOVERNO e novas eleições poderiam ocorrer independente do prazo do mandato obtido nas últimas eleições. A administração da máquina governamental seria toda exercida por funcionários públicos de carreira, terminando com essa orgia de quadros de comissionados indicados pelos políticos, agradecidos por ajudas em sua eleição. Por isto, na troca de Ministros, e novas eleições, a máquina administrativa não iria parar e muito menos haveria a corrida por nomeações de cargos e indicações de nomes para os conhecidos postos de CCs.
Em regimes como este proposto, a tendência é o retorno dos melhores e preparados cidadãos retornarem a política, que parece não ser o caso hoje.

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