Debate

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CPI promove debate sobre trabalho escravo

 

Agência Câmara

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Trabalho Escravo realiza audiência pública hoje (4), às 14h30, no Plenário 4.

Os parlamentares vão ouvir o superintendente da Polícia Federal de Goiás, Waldemar Tiago Moreira; o auditor fiscal Otácio de Sousa Freitas Junior e o procurador do Trabalho Gláucio Araújo sobre denúncias de trabalho análogo ao de escravo na fazenda de Carlos Eduardo Polo Sartor, em Vilhena/RO. Sartor foi ouvido pela comissão no fim do mês passado e negou as acusações.

Sartor acusou os fiscais que visitaram sua fazenda de terem “plantado provas” contra ele e disse que já foi inocentado de todas as acusações. Ele admitiu, no entanto, que em alguns casos a documentação dos funcionários não estava em ordem.

A CPI também vai ouvir o procurador do Trabalho Marcelo Ferlin d'Ambroso, o delegado da Polícia Federal Annibal Wust Gaya e a auditora fiscal Lilian Carlota Rezende sobre denúncias de trabalho análogo ao de escravo na fazenda de Henrique Córdova, em Santa Catarina. Córdova também negou as acusações e reclamou da atitude dos fiscais que, segundo ele, jogaram as coisas no chão enquanto vistoriavam o local.

O diretor da Ferro Gusa do Maranhão (Fergumar), Danilo Melin Aboujerlin, também foi chamado para depor na comissão. Ele terá que explicar fiscalização do grupo móvel de combate ao trabalho escravo do Ministério do Trabalho que constatou ocorrência de trabalho análogo ao de escravo na Fergumar.

A CPI vai ouvir ainda o presidente da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Walter Yukio Horita. Ele também é engenheiro de produção mecânica pela Universidade de São Paulo.

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