Debate

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Deputado critica modelo de gestão do programa Farmácia Popular

 

Agência Câmara

Ao criticar a atual forma de gestão do programa Farmácia Popular, o deputado Marcus Pestana destacou, há pouco, que a iniciativa custa ao Sistema Único de Saúde (SUS) R$ 2 bilhões ao ano.

O parlamentar considera o programa inconstitucional, porque estabelece o copagamento pelos remédios: o consumidor paga às farmácias privadas uma parte do preço do medicamento e o governo, o restante. "Os brasileiros extremamente pobres continuam sem acesso aos medicamentos, pois não têm condições de pagar o mínimo que seja por eles", declarou Pestana.

Ao destacar que o Farmácia Popular fornece remédios para doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, o deputado também afirmou que esse modelo está induzindo as pessoas a deixem de procurar os médicos para obter orientações sobre os problemas de saúde. Na avaliação de Pestana, muitos cidadãos preferem optar apenas pelos medicamentos, em vez de, por exemplo, mudar os hábitos alimentares e de vida.

O deputado argumentou ainda que as fraudes no faturamento do programa têm feito com que os medicamentos muitas vezes custem ao governo 1.000% mais caro do que os remédios fornecidos pela rede pública.

Marcus Pestana participa de audiência pública promovida pela Comissão de Seguridade Social e Família para discutir a situação do Farmácia Popular. O debate prossegue no Plenário 7.

Comentários
Concordo com o Deputado Marcus, essa tentativa de facilitar o acesso mais barato aos remédios acaba abrindo brechas para empresas fraudulentas que só querem sugar o dinheiro do SUS. Penso que esses 2 bilhões de reais poderiam ser investidos de forma bem mais eficaz, em programas já conhecidos pelo governo como o Estratégia Saúde da Família e de forma geral na promoção de saúde dentro das comunidades, na prevenção e orientação as pessoas com algum tipo de doença, no sentido de se estabelecer uma reflexão sobre os estilos de vida, observando o que pode ser modificado para que não seja necessário cada vez mais entupir as pessoas de pilulas e comprimidos! Conheço em minha cidade vários casos de crianças de 7, 8 anos já tomando remédio para controlar o colesterol alto. Isso é um absurdo!!!! Onde estão as políticas para orientação alimentar, projetos de conscientização??? É disso que precisamos e não de mais remédios.
Postado em 04/11/12 11:12.