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Estudo mostra impacto do crack nas cidades e pede política nacional

             O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, apresentou, na Comissão de Desenvolvimento Urbano, o atual panorama da presença do crack nos municípios brasileiros. De acordo com a pesquisa, a área da Saúde é a mais afetada pela disseminação da droga no País.

             Dos mais de 4.400 municípios que constam no levantamento, 63,7% responderam que a circulação de crack agravou problemas em seus sistemas de saúde. Em seguida, foram apontados como principais problemas: aumento da violência; baixo rendimento e evasão nas escolas; e abandono da vida familiar e social.

             Paulo Ziulkoski afirmou que a falta de recursos para prevenção e tratamento agrava a situação. O presidente da CNM cobrou uma política nacional integrada no combate ao crack, para que a responsabilidade não recaia apenas sobre os municípios. “Não há estrutura. Os municípios estão, dentro do possível, enfrentando com muita dificuldade as consequências. E não há fonte de financiamento, não há uma discussão. Os nossos dados estão sendo trazidos para que a sociedade sobre eles se debruce, e as estruturas de poder, principalmente a União e os estados, possam, a partir daí, formular questões para esse enfrentamento”, ressaltou.

              Ações recentes - O presidente da Comissão Especial de Políticas Públicas de Combate às Drogas, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), disse que não há ainda uma política consolidada de enfrentamento ao crack porque as ações começaram a ser articuladas neste ano. “Nós estamos criando e destravando um País para ter condições de fazer esse enfrentamento. Isso hoje não existe. Na verdade, não existe nada do Estado brasileiro, dos municípios, dos estados para fazer esse enfrentamento. Neste ano, a presidente Dilma tratou isso com muita prioridade, e começamos a fazer o dever de casa para colocar uma política de pé. Estamos criando os mecanismo para que, de fato, possa haver uma política de Estado para o enfrentamento em relação às drogas”, destacou o deputado.

              Segundo Reginaldo Lopes, no final de novembro, serão entregues indicações a Dilma Rousseff e alguns projetos de lei na Câmara sobre o tema.

              O deputado afirmou que a comissão especial já tem conhecimento da pesquisa feita pela CNM e que toda colaboração é necessária. “O enfrentamento às drogas tem que ser uma responsabilidade de toda a sociedade, dos três entes da federação, dos Três Poderes, do setor privado, da sociedade civil organizada. É um mutirão, é um movimento para a gente fazer esse enfrentamento.”

              O número de usuários em todo o Brasil não foi estimado na pesquisa, que contém dados de 79% dos municípios. A previsão é de que a informação seja divulgada pela CNM em março do próximo ano.

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