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Voto majoritário e a tirania da maioria

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Um dos principais problemas do sistema majoritário é o risco da tirania da maioria, as pessoas simplesmente votarem em um candidato que representa a opinião da maioria (que é, muitas vezes errônea) deixando pouco ou nenhum espaço para uma opinião diferente em relação a determinado assunto, também consideremos que nível intelectual do brasileiro médio não é lá tão evoluído. Como isso poderia ser resolvido?

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 20:33 em resposta a Adriano A.
Isso pode ser resolvido com o que estamos fazendo agora. Um fórum aberto àqueles que querem manifestar sua opinião a favor ou contrária a determinado assunto.

Acredito que o risco de uma ditadura da maioria no Brasil, do jeito que está hoje, é mínimo. Não só estamos muito divididos nas idéias, mas acredito que o problema é exatamente o contrário: uma minoria eleita indiretamente pelos mecanismos existentes, governando a maioria que não a elegeu e não reconhece sua representatividade.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 20:46 em resposta a Frederico Miranda Brandão Alves.
Frederico Miranda Brandão Alves:
Isso pode ser resolvido com o que estamos fazendo agora. Um fórum aberto àqueles que querem manifestar sua opinião a favor ou contrária a determinado assunto.

Acredito que o risco de uma ditadura da maioria no Brasil, do jeito que está hoje, é mínimo. Não só estamos muito divididos nas idéias, mas acredito que o problema é exatamente o contrário: uma minoria eleita indiretamente pelos mecanismos existentes, governando a maioria que não a elegeu e não reconhece sua representatividade.


Concordo, mas em relação a opiniões polêmicas como drogas, aborto ou homossexualismo, isso pode dar problema.

E outra, pelo menos por enquanto, os únicos instrumentos de democracia direta regulamentados são os referendos, os plebiscitos e a iniciativa popular.

Opiniões na internet ainda não estão regulamentadas, apesar de podermos expressar nossas opiniões, elas não têm validade jurídica nenhuma, e quem votou no candidato pode simplesmente se sentir traído caso o candidato mude de opinião em alguma discussão na internet.

Do mais, também concordo que a minoria eleita indiretamente pelos mecanismos existentes não possui representatividade nenhuma.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 21:36 em resposta a Adriano A.
Concordo que o voto majoritário seja mais prejudicial ao Brasil, pois o sistema distrital simples não é defendido por nenhum especialista em ciência política como também não é adotado por nenhum país desenvolvido ou, principalmente, que tenha realizado uma reforma política recente - aliás todos os países do mundo que realizam estudos técnicos divulgam que o Sistema Proporcional tem mais pontos positivos que o Sistema Distrital (Majoritário) Simples ou Misto... para que se efetive uma democracia mais igualitária, com maior pluralidade de partidos/ideias e com a participação de todos.

O que se precisaria fazer é uma especialização do voto proporcional... o que chamo de "VOTO PROPORCIONAL POR DISTRITOS” - que manteria o sistema eleitoral, mas restringia a distritos para cada cargo. Dessa maneira restringía-se o "Efeito Tiririca" apenas ao distrito (os puxadores de voto se restringiriam aos distritos que disputassem).

Assim, o SISTEMA PROPORCIONAL deveria ser realizado para os seguintes distritos: Vereador = seção Eleitoral no Município; Deputado Estadual = Mesoregiões jáestabelecidas pelo IBGE nos Estados; Deputado Federal = Território Estadual.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 22:12 em resposta a Adriano A.
Adriano A:
Um dos principais problemas do sistema majoritário é o risco da tirania da maioria, as pessoas simplesmente votarem em um candidato que representa a opinião da maioria (que é, muitas vezes errônea) deixando pouco ou nenhum espaço para uma opinião diferente em relação a determinado assunto, também consideremos que nível intelectual do brasileiro médio não é lá tão evoluído. Como isso poderia ser resolvido?



A democracia é a vontade da maioria (art. 47 da Constituição Federal). Fora isso estamos falando em ditadura dos oligarcas partidários ou indivíduos. Óbvio, com debate político de verdade no horário eleitoral e nos distritos (quanto forem criados) a população amadurecerá a sua opinião. Não existe easy way.

O voto distrital (uninominal majoritário) também permite cotas de candidatos negros e mulheres.

Os partidos políticos brasileiros querem fazer crer que eles defendem as minorias e que por isso precisamos de listas partidárias. Pura retórica vazia. Nos EUA, que adota o voto distrital, existem proporcionalmente muito mais deputados negros que no Brasil.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 22:48 em resposta a Adriano A.
Acho que tem que haver um contra ponto entre maioria e minoria.

Uma pessoa, para representar não tem só que ser aceita pela maioria, devia ter que não ser rejeitada também por uma quantidade significativa de pessoas.

Um exemplo seria ganha o candidato que tem maior aprovação - reprovação.

Candidato 1 tem 50% aprovação e 30% reprovação.
Candidato 2 tem 30% aprovação e 5% reprovação.

Quem deveria ganhar?

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 22:55 em resposta a Rúben Lício Reis.
Rúben Lício Reis:
Acho que tem que haver um contra ponto entre maioria e minoria.

Uma pessoa, para representar não tem só que ser aceita pela maioria, devia ter que não ser rejeitada também por uma quantidade significativa de pessoas.

Um exemplo seria ganha o candidato que tem maior aprovação - reprovação.

Candidato 1 tem 50% aprovação e 30% reprovação.
Candidato 2 tem 30% aprovação e 5% reprovação.

Quem deveria ganhar?



Rúben, para isso que existe o voto em dois turnos, para que a pessoa possa dar o voto de rejeição. Isso existe no voto para os cargos majoritários uninominais: presidente, governador e prefeito. No voto distrital também é possível aplicar esses dois turnos para deputados e vereadores Veja mais explicações nesse site

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 23:03 em resposta a Luis Eduardo Rego Freitas.
Luis Eduardo Rego Freitas:
Adriano A:
Um dos principais problemas do sistema majoritário é o risco da tirania da maioria, as pessoas simplesmente votarem em um candidato que representa a opinião da maioria (que é, muitas vezes errônea) deixando pouco ou nenhum espaço para uma opinião diferente em relação a determinado assunto, também consideremos que nível intelectual do brasileiro médio não é lá tão evoluído. Como isso poderia ser resolvido?



A democracia é a vontade da maioria (art. 47 da Constituição Federal). Fora isso estamos falando em ditadura dos oligarcas partidários ou indivíduos. Óbvio, com debate político de verdade no horário eleitoral e nos distritos (quanto forem criados) a população amadurecerá a sua opinião. Não existe easy way.

O voto distrital (uninominal majoritário) também permite cotas de candidatos negros e mulheres.

Os partidos políticos brasileiros querem fazer crer que eles defendem as minorias e que por isso precisamos de listas partidárias. Pura retórica vazia. Nos EUA, que adota o voto distrital, existem proporcionalmente muito mais deputados negros que no Brasil.


A questão de negros na política é diferente, nos EUA sempre existiu segregação, tanto que existem historicamente, bairros de negros, universidades de negros e até ligas esportivas só de negros, aqui no Brasil nunca houve segregação oficial, com isso, acabmos tendo uma mistura maior de raças.

O sistema distrital meio que obriga você a aceitar o candidato "padrão Globo", aquele que a maioria quer, um candidato "padrão TV Cultura" mesmo melhor, jamais será eleito.

E muitos falam dos EUA, Inglaterra e tal, mas esquecem que a Nigéria também adota o sistema distrital, então, não é garantia de que é um bom sistema.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 23:23 em resposta a Adriano A.
Adriano A:
Luis Eduardo Rego Freitas:
Adriano A:
Um dos principais problemas do sistema majoritário é o risco da tirania da maioria, as pessoas simplesmente votarem em um candidato que representa a opinião da maioria (que é, muitas vezes errônea) deixando pouco ou nenhum espaço para uma opinião diferente em relação a determinado assunto, também consideremos que nível intelectual do brasileiro médio não é lá tão evoluído. Como isso poderia ser resolvido?



A democracia é a vontade da maioria (art. 47 da Constituição Federal). Fora isso estamos falando em ditadura dos oligarcas partidários ou indivíduos. Óbvio, com debate político de verdade no horário eleitoral e nos distritos (quanto forem criados) a população amadurecerá a sua opinião. Não existe easy way.

O voto distrital (uninominal majoritário) também permite cotas de candidatos negros e mulheres.

Os partidos políticos brasileiros querem fazer crer que eles defendem as minorias e que por isso precisamos de listas partidárias. Pura retórica vazia. Nos EUA, que adota o voto distrital, existem proporcionalmente muito mais deputados negros que no Brasil.


A questão de negros na política é diferente, nos EUA sempre existiu segregação, tanto que existem historicamente, bairros de negros, universidades de negros e até ligas esportivas só de negros, aqui no Brasil nunca houve segregação oficial, com isso, acabmos tendo uma mistura maior de raças.

O sistema distrital meio que obriga você a aceitar o candidato "padrão Globo", aquele que a maioria quer, um candidato "padrão TV Cultura" mesmo melhor, jamais será eleito.

E muitos falam dos EUA, Inglaterra e tal, mas esquecem que a Nigéria também adota o sistema distrital, então, não é garantia de que é um bom sistema.



Nunca houve segregação oficial no Brasil? Escravidão para você é o que? A princesa Isabel, lembra? De qualquer forma, voltando ao assunto, o sistema de listas retira do debate das mãos da população e entrega nas mãos dos oligarcas partidários que produzem essa ordem de candidatos. No distrital o debate é devolvido à população e seus líderes locais, desenvolvendo a cultura do debate democrático entre os cidadãos. Representatividade é justamente isso, debater as melhores soluções para a vida da sua comunidade e do país.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
24/07/13 23:55 em resposta a Tiago Veras.
Tiago Veras:
Concordo que o voto majoritário seja mais prejudicial ao Brasil, pois o sistema distrital simples não é defendido por nenhum especialista em ciência política como também não é adotado por nenhum país desenvolvido ou, principalmente, que tenha realizado uma reforma política recente - aliás todos os países do mundo que realizam estudos técnicos divulgam que o Sistema Proporcional tem mais pontos positivos que o Sistema Distrital (Majoritário) Simples ou Misto... para que se efetive uma democracia mais igualitária, com maior pluralidade de partidos/ideias e com a participação de todos.

O que se precisaria fazer é uma especialização do voto proporcional... o que chamo de "VOTO PROPORCIONAL POR DISTRITOS” - que manteria o sistema eleitoral, mas restringia a distritos para cada cargo. Dessa maneira restringía-se o "Efeito Tiririca" apenas ao distrito (os puxadores de voto se restringiriam aos distritos que disputassem).

Assim, o SISTEMA PROPORCIONAL deveria ser realizado para os seguintes distritos: Vereador = seção Eleitoral no Município; Deputado Estadual = Mesoregiões jáestabelecidas pelo IBGE nos Estados; Deputado Federal = Território Estadual.


Caro Tiago Veras... acho que esta muito mal informado... procure no Google por: " Ricardo Caldas globo News "

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
26/07/13 17:45 em resposta a Rafael Marzall Zanotto.
A maioria dos cientistas políticos que acreditam em sistemas eleitorais democráticos são a favor do voto distrital, tanto que ele é utilizado e aprimorado em praticamente todas as grandes democracias do mundo, como EUA, França, Inglaterra, Canadá, Austrália, Alemanha, Japão etc.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
27/07/13 21:11 em resposta a Adriano A.
1. fim do voto secreto no legislativo;
2. extinguir o voto de lideranças;
3. abolir a sistemática de votação do tipo “quem estiver a favor permaneça como está”;
4. financiamento de campanha exclusivamente público;
5. divulgação na internet despesas de campanha: data, hora, cidade, uf, CNPJ/CPF, nome recebedor, finalidade, valor etc;
6. regulamentar PLEBISCITOS e REFERENDOS (Projetos de Lei nº 4.718/2004 e 6.928/2002);
7. regulamentar CONSULTA POPULAR para revogar mandatos (PLS nº 269/2005 e 82/2003);
8. implementar a revogação e o veto popular (PEC 80/2003);
9. voto distrital misto;
10. princípios mínimos obrigatórios em estatutos e regimentos internos dos partidos: democracia interna, transparência;
11. prazo mínimo de 5 (cinco) anos de filiação para concorrer a cargos internos e eletivos, critérios para indicação para concorrer a cargos eletivos etc;
12. lista fechada ou mista, composta por voto direto dos filiados do partido;
13. proibir coligações partidárias para cargos proporcionais;
14. reduzir o período de propaganda eleitoral para, no máximo, 30 dias corridos;
15. permitir propaganda em rádio e TV somente ao vivo, sem produção de agências de publicidade;
16. regulamentar o formato dos debates entre candidatos ao Executivo;
17. definir prazo máximo para tramitação de propostas no legislativo (9 meses);
18. reduzir a quantidade mínima de assinaturas para apresentação de projeto de iniciativa popular;
19. voto facultativo;
20. abolir as emendas parlamentares ao Orçamento Geral da União;
21. extinguir o foro privilegiado e a imunidade processual para crime comum;
22. abolir as medidas provisórias ou instituir mecanismo que obrigue votação imediata, em até 30 (trinta) dias, no máximo;
23. concurso para ministros dos tribunais, revogar a indicação pelo Executivo;
24. eliminar a concessão de subsídios a vereadores nos municípios com menos de 100.000 habitantes;
25. extinguir o instituto da reeleição, inclusive para o legislativo;
26. estabelecer mandatos de 5 (cinco) anos e realizar eleições anuais;
27. no 1º ano, eleições para vereadores e deputados estaduais/distritais;
28. no 2º ano, para prefeitos municipais;
29. no 3º ano, deputados federais e senadores;
30. no 4º ano: governadores;
31. no 5º ano: presidente da república;
32. extinguir o Senado e transformar o parlamento em unicameral;
33. reduzir o mandado de senador de 8 para 5 anos;
34. quebra automática de sigilo (fiscal, bancário e telefônico) a partir do registro de candidatura a qualquer cargo eletivo (PEC 42/2007);
35. quebra automática de sigilo (fiscal, bancário e telefônico) a partir da posse em cargo público eletivo ou de livre provimento;
36. detentores de cargos públicos indiciados, investigados, denunciados sejam afastados, automática e temporariamente (6 meses);
37. retenção de passaporte, bloqueio de bens, quebra de sigilo (fiscal, bancário e telefônico) de autoridades denunciadas;
38. proibir qualquer propaganda paga por órgãos públicos;
39. garantir informes de utilidade pública na TV de forma gratuita, obrigatória e prioritária;
40. proibir o uso de cavaletes, bandeiras e carro de som na propaganda eleitoral;
41. proibir a divulgação de pesquisas eleitorais;
42. instituir mecanismos rigorosos e eficazes sobre fidelidade partidária;
43. divulgação, na internet, de declarações de renda e patrimônio dos ocupantes de cargos públicos eletivos e de livre provimento;
44. posse em cargo eletivo condicionada a desfecho de eventuais processos a que responda o candidato;
45. organizar a pauta do legislativo de acordo com a ordem de entrada: “primeiro a entrar primeiro a sair”;
46. parlamentares só nomear, no máximo, 5 (cinco) assessores em cargos de livre provimento;
47. conceder a parlamentares federais, no máximo, 2 (duas) passagens (ida/volta) à capital de origem, por mês;
48. parlamentar que deixar de comparecer a mais de 1/10 (um décimo) das sessões legislativas de cada ano perderá o mandato.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
29/07/13 03:11 em resposta a Adriano A.
Simples com o voto distrital cada partido so lanca um candidato por distrito , teriamos cerca de 30 candidatos , isso tem debate garantido , hj que debate tem com 1000 candidatos ? nenhum , alem doque com o voto distrital de dois turnos , o cidadao pode ter o voto do contra , sabe entre Maluf e outro sujeito , eu votaria no outro sujeito mesmo nao gostando tanto assim , sao varias minorias lutando contra uma maioria , Nao sei se me expliquei bem.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
29/07/13 03:16 em resposta a Luis Eduardo Rego Freitas.
descordo existe muito mais debate , primeiro dentro do partido , nenhum filiado vai ficar apoiando sempre o mesmo cara , isso incentivaria uma abertyura dentro dos partidos onde hj o filiado so vota no president e mais nada , escolhido o candidato do partido a sociedade entra no debate, e por ultimo no 2 turno a sociedade ratifica.
assim os donos de partido perdem o poder afinal o poder passa para os filiados.
Acaba com aquele filiado que é usado para puxar voto , para melhorar o coeficiente eleitoral do partido e eleger caciques do partido.

Voto distrital Puro é solucao

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
29/07/13 21:18 em resposta a Luis Eduardo Rego Freitas.
Luis Eduardo Rego Freitas:
Adriano A:
Um dos principais problemas do sistema majoritário é o risco da tirania da maioria, as pessoas simplesmente votarem em um candidato que representa a opinião da maioria (que é, muitas vezes errônea) deixando pouco ou nenhum espaço para uma opinião diferente em relação a determinado assunto, também consideremos que nível intelectual do brasileiro médio não é lá tão evoluído. Como isso poderia ser resolvido?



A democracia é a vontade da maioria (art. 47 da Constituição Federal). Fora isso estamos falando em ditadura dos oligarcas partidários ou indivíduos. Óbvio, com debate político de verdade no horário eleitoral e nos distritos (quanto forem criados) a população amadurecerá a sua opinião. Não existe easy way.

O voto distrital (uninominal majoritário) também permite cotas de candidatos negros e mulheres.

Os partidos políticos brasileiros querem fazer crer que eles defendem as minorias e que por isso precisamos de listas partidárias. Pura retórica vazia. Nos EUA, que adota o voto distrital, existem proporcionalmente muito mais deputados negros que no Brasil.



Luis Eduardo Rego Freitas, você cometeu um pequeno engano.
O artigo 47 da constituição não diz nada a respeito do que é a democracia. Veja:
"Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros."
Mesmo assim, este trecho é a seção que trata "DO CONGRESSO NACIONAL" e não da definição de democracia.

A definição de democracia, na verdade, remete a um governo com participação popular. Não só da maioria, nem só das minorias, mas do conjunto do povo.
Veja o trecho "significado" no link a seguir:
http://www.suapesquisa.com/religiaosociais/democracia.htm

Sendo assim, me sinto obrigado a concordar com o usuário Adrano A, que se preocupou com a tirania da maioria (eu diria ditadura da maioria).
De fato, por muitas vezes, vivemos em nossa "democracia", situações onde a maioria funciona como o grupo impositor, estimulando decisões que podem não ser as mais adequadas. Mesmo assim, considero que o sistema distrital é muito melhor e muito mais adequado à situação política atual do que o sistema vigente. Das propostas que ouvi até agora, é a melhor, sem dúvidas.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
29/07/13 22:37 em resposta a Cristiano Tavares.
Do voto distrital , a única critica que acho realmente valida é que as minorias perdem sua forca , que tem em sistema proporcional.
Com o sistema proporcional , quando ganhamos em uma melhor chance de representatividade de minorias , perdemos muito na distorção de representatividade da maioria , onde apenas 7% dos deputados sao eleitos com votos próprios , o cidadão nao tem controle sobre o voto dele , inclusive o de minorias , a exemplo quando o dep Clodovil foi eleito acredito que muitos do movimento Glbt votou nele , mas por conta da votação dele mais dois deputados foram eleitos e um deles nao tinha ligação nenhuma com o movimento .
Como resolver isso em um mecanismo ? Eu nao sei
So acredito que com o voto distrital em dois turnos o debate fica bem melhor pois primeiro a minoria pode lutar dentro do partido para que um candidato que defenda sua classe seja lançado como candidato , depois nas eleições , a campanha em pro de um candidato que defenda a causa e em segundo turno , podendo fazer campanha contra o candidato que nao defende a sua causa .
A candidatura independente pode ser uma solução também .
Mas o que realmente acredito é que com o distrital , o debate ganha forca , vamos ter candidatos mais completos e menos candidatos de um tema so , candidato bom é aquele que defende boas idéias que beneficia a todos , estou cansado de parlamentares de um tema so , ex Jean Willians do PSOL o cara é inteligente é professor , acho justo que defenda o movimento gay , mas o Brasil tem mais assuntos e mais leis do que relacionados a sexualidade e ele so propõe coisas sobre sexualidade , justamente por conta de quem o elegeu foi o movimento gay e nao uma sociedade mista, e digo o mesmo para religiosos e sindicalistas . Enquanto os deputados continuar representando apenas seguimentos da sociedade este pais nunca vai ser uma nação. Vamos continuar tendo bancadas ruralista , evangélica , gay, ambientalista e aí vai , a pergunta é quando vamos ter a bancada do Brasil .
O distrital trata dentro do distrito de todos os assuntos , mas com foco naquilo que faz mais diferença na vida daquela mini sociedade.
Porisso ainda acho o distrital de 2 turnos a melhor solução .

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
30/07/13 20:27 em resposta a Diego Rodrigues.
O Voto Distrital (que vocês estão denominando o sistema Majoritário de eleição) tem como Ponto Negativo a eliminação de Políticos de Ideias ( Cristovam Buarque, Pedro Taques, Randolfe Rodrigues, Luiza Erundina, Luciana Genro...) para Políticos de Distritos (principalmente os Coronéis das Mídias Locais: Sarney, Renan, Collor, ACM Jr, Jader Barbalho...)... Esse é que é o grande perigo!

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
30/07/13 20:36 em resposta a Tiago Veras.
Com que base vc diz isso ? Eu acho que é ao contrario principalmente num segundo turno , por exemplo num distrito em sao Paulo o Maluf teria no primeiro turno 15 % aí no segundo todos os outros se voltariam contra ele , mesmo que nao goste muito do 2 cand. Sabe aquele voto do menos pior pois é é o q aconteceu com o senador Aloísio Nunes , o povo viu que quem ia ganhar era o netinho e se uniu pra votar no Aloísio Nunes . Distrital cria mais debate , dentro do partido e fora , o filiado deixa de ser entregador de santinho ele tem voz ativa , e se nao tiver ele sai do partido , acaba com o esquema de o simples candidato engordar o voto dos grandes por meio de sua credibilidade na comunidade que vive.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
30/07/13 22:28 em resposta a Cristiano Tavares.
1. Concordo com você, a democracia ou "governo do povo" é muito mais que a vontade da maioria expressa no artigo 47 da Constituição Federal do Brasil.
2. O “mapeamento” do risco da "ditadura da maioria" foi apontado por Alexis de Tocqueville em visita aos Estados Unidos (séc. XIX) quando ele estava estudando o melhor sistema político para ser utilizado na França. Hoje em dia ambas utilizam o sistema distrital (majoritário uninominal), do qual eu e você concordamos que é sem dúvida o melhor para o Brasil neste momento.

RE: Voto majoritário e a tirania da maioria
Resposta
30/07/13 22:29 em resposta a Cristiano Tavares.
3. Eu acredito que Tocqueville quis apontar que a democracia funciona bem quando ela está associada a direitos e garantias individuais como a liberdade de expressão, crença, pensamento etc, o que é universalmente aceito e está expresso nas cláusulas pétreas (imutáveis) da nossa Constituição e de todos os países que utilizam o sistema de voto distrital.
4. O que nós temos que tomar cuidado é com sofismas criados a partir de defesas de minorias. Tem muito partido querendo se apropriar da qualidade de guardião de minorias para impor listas de candidatos escolhidos pelos caciques partidários.

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