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Neologismos e palavras esquecidas como o futuro para a política

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CLIQUE PARA SABER COMO FIZ O VÍDEO ACIMA. Vídeo acima publicado na Internet em 26/08/2013.

Não autorizo uso, cópias e redistribuição com fins comerciais do vídeo acima. Não autorizo obras derivadas com fins comerciais.

Como tentei sugerir no título, o que relaciono nesse fórum são termos ou expressões, inéditos ou pouco veiculados, e que considero que deveriam estar sendo visualizados nesse momento em que há a pretensão de se realizar uma Reforma Política em nosso país. Não são termos direcionados aos políticos apenas, mas antes e principalmente, a todos nós cidadãos. Eis os termos:

- ELEIÇÕES ENTRE OS FILIADOS: existem, a meu ver, duas eleições, uma oficial, que é a que votamos nos candidatos aos cargos públicos, e uma que ignoramos e quase não notamos a existência e que é o momento em que os próprios candidatos são escolhidos pelos partidos. Esta eleição ignorada é tão importante quanto a oficial, porém as pessoas a desconhecem ou menosprezam, tornando-as exclusividade dos partidos, o que em princípio seria correto, mas desde que as pessoas participassem, em massa, dos partidos, o que não ocorre.

- CONVENÇÃO PARTIDÁRIA: o momento em que, teoricamente, o partido se reuniria com os partidários para escolher os candidatos, do partido, aos cargos eletivos. É nessa tecla que bati bastante aqui nessa comunidade do E-democracia, pois é nada mais que a primeira fase do processo de escolha dos candidatos aos cargos públicos – o que é ignorado.

- SITE OFICIAL DE PROPAGANDA ELEITORAL: (obs.: oficial significa "do poder público") um site onde cada candidato a um mesmo tipo de disputa eleitoral teria espaço digital idêntico (o mesmo número de bytes) para armazenar documentos, vídeos. A ideia é incipiente. Talvez seria possível armazenar um único vídeo ou vários, nenhum documento ou inúmeros. Acredito que o importante é manter a igualdade do espaço para os candidatos. A página de cada candidato, no site, poderia ser organizada de forma livre ou o espaço já seria organizado previamente da forma o mais semelhante possível, divergindo apenas quanto ao conteúdo.

- INDEPENDÊNCIA MIDIÁTICA: a ideia vai junto com a anterior, com a ideia de um site exclusivo para propaganda eleitoral. A preocupação aqui, mais preponderante, no que concerne a propaganda eleitoral, é desvencilhar as eleições, o máximo possível, de toda essa complicação relativa a tempo de exposição midiática, de todo esse conflito de determinar qual candidato terá mais ou menos tempo de televisão. É evidente que isso não é algo para hoje. É uma ideia e uma luta. O que parece uma grande esperança de que essa ideia floresça é o fato de imaginarmos que a criação de um site de propaganda eleitoral que fosse de conhecimento de todos, seria um ponto de encontro para aqueles que desejam ver as propagandas eleitorais para seus candidatos a vereador, prefeito, senador, etc. Seria um mídia alternativa, exclusiva para propaganda eleitoral e teria o reconhecimento de todos como veículo de propaganda eleitoral oficial. Ou seja, é evidente que não excluiria de forma alguma as demais formas de propaganda eleitoral que devem continuar sendo o mais livre possível. A ideia é fortalecer essa liberdade, possibilitando que inúmeros candidatos, sejam quantos forem, tenham um mesmo espaço de propaganda eleitoral, espaço que teria sua credibilidade advinda do fato de ser um espaço público e que seria administrado, imagino, pela Justiça Eleitoral.

- MONARQUIA DOS PARTIDOS: é um termo que inventei que representa um regime de distância enorme entre filiados de partidos e os mesmos partidos. Essa distância afastaria os partidários especialmente de momentos importantes como as convenções partidárias em que se escolhem os candidatos dos partidos. Além disso os filiados não teriam quase nenhuma participação na organização e no ideário do partido. Nesse regime, seria dificultada a criação de novos partidos, de modo que a cúpula dos principais partidos deteriam enorme poder de determinação na escolha dos eleitos pela população, levando ao sentimento popular de que não faria muita diferença quem seriam os eleitos, em uma mesma eleição.

- FEDERALIZAÇÃO DO SISTEMA PARTIDÁRIO: é o processo que torna dificultosa a formação dos partidos a níveis políticos inferiores ao nacional, exigindo-se que um partido tenha, logo de início, porte desproporcional às pequenas realidades e localidades, onde justamente deveriam surgir. Exige-se dos partidos que tenham, desde o fundamento, certos atributos tais como, por exemplo, quantitativo eleitoral de nível nacional, eleitorado de vários estados, sede do partidos na capital do país, ou outros de caráter federalizado.

- TRABALHO E FRATERNIDADE: duas palavras sem a devida importância em nosso sistema legal e em nossa sociedade. A primeira, a base de nossa sociedade, não é lembrada como direito ou dever fundamental. A segunda, que desde o movimento iluminista vinha acompanhada das palavras igualdade e liberdade, não é sequer mencionada, salvo engano, em lei alguma. Também não sei se seria diferente se essas palavras fossem mais importantes do que são, mas mesmo assim fica aí minha opinião e minha observação. É fato que o trabalho é bandeira de muitos partidos, mas creio que essa palavra, assim como os partidos, anda desmerecida.

- REGRA DO TRIPLO, CONTÍNUO ATENUADO, MÁXIMO E MÍNIMO ABSOLUTOS: É bem compreendido pelo exemplo de São Paulo. São Paulo, que já tem menos deputados federais por habitante, já que obedece ao limite máximo absoluto de 70 deputados, tem ainda menos deputados estaduais por habitante, já que obedece ao contínuo atenuado de um deputado estadual por um deputado federal a partir do quantitativo referencial de 12 deputados federais que o Estado possua na Câmara dos Deputados. Até 12 deputados os estados obedecem à regra do triplo, ou seja, para cada deputado federal o estado tem direito a três deputados estaduais.

São Paulo obedece a dois limites máximos absolutos. Ao de deputados federais, 70, e ao de estaduais, 94. O limite de deputados estaduais advém de sua correlação com o número de deputados federais, o que é aceitável, mas deve-se considerar que a regra do contínuo atenuado prejudica estados com mais deputados federais. Já o limite de deputados federais prejudica somente estados superpopulosos como São Paulo. Só São Paulo é assim na verdade. São Paulo não pode ter mais de 70 deputados federais, nem mais de 94 deputados estaduais, não importa o quanto cresça sua população.

O máximo é absoluto porque a constituição ou a lei impede a possibilidade de alteração para mais. Mesmo que a população cresça não há alteração. Para estados muito pequenos, há, mínimo absoluto, ou seja, não podem ter menos que tantos deputados.

- MORAL DOMINANTE, CISÃO PARADOXAL, MORALISMO DOGMÁTICO e MORALISMO CONCRETO: essas noções eu aplico na divisão evidente e clássica entre o público e o privado. Divisão puramente abstrata, já que podemos facilmente reconhecer que essas coisas são umbilicalmente unidas e inseparáveis. O ladrão que rouba visa se apropriar indevidamente de um bem privado. O político corrupto se apropria de dinheiro que se converterá em bem privados. De modo que é inequívoco que é puramente didática a divisão entre público e privado. Apesar disso uma indevida valoração do público é feita. É uma cisão paradoxal a que é feita. A moral pública é a moral dominante, se não exclusiva. Mesmo quando se trata da moral que cabe a particulares ou a empresas, fala-se da moral pública que lhes concerne. A função social e pública de uma empresa. Os deveres de um cidadão (e não de um particular).

Eu proponho um moralismo concreto. Não totalmente afastado dos idealismos, embora mais aproximado da realidade. Por exemplo, observemos a palavra trabalho. Evidente que nem todos os trabalhos são iguais, evidente que nem todos partem de um mesmo ponto zero e tem acesso aos mesmos trabalhos. Mas alguém rebateria a afirmação de que o trabalho é o nosso grande jugo, a maldição que nossa sociedade não pode escapar? Também não admitiria que é a nossa benção, já que sem ele nossa sociedade não conquistaria todos os seus avanços? Também não seria por meio dele que desigualdades se instalam, não seria por sua falta que direitos tornam-se inacessíveis?

Então eu proponho, só a título de exemplo do que seria essa moral concreta, uma substituição, ao menos hierárquica, de nossos valores, de nossos ideais, colocando uma palavra como trabalho no centro de nosso sistema jurídico. É claro que essa idéia talvez seja errônea ou mesmo megalomaníaca. Mas o que importa é a idéia de fundo que fica. Ou seja, tirar idéias tão abstratas que nos rodeiam, que nos comandam, inclusive subjetivamente... e colocar ideais mais concretos no lugar.

O moralismo dogmático seria aquele baseado em ideais platônicos e flagrantemente destoantes da realidade em que vivemos. A presentificação desses ideais nos entes não é tão satisfatória quanto outros ideais esquecidos ou menos vigentes.

Eu fiz em 2012 um fórum específico para o termo Monarquia dos Partidos no link a seguir: CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK

Eu fiz vários comentários sobre TRABALHO no link a seguir (comunidade Protestos Nacionais): CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK DA COMUNIDADE. Há também comentários de outros temas ou misturados a esse.


Sobre a palavra fraternidade eu não fiz comentários outros a não ser o deste fórum. Num lugar ou outro fiz alguma referência. Fato é que ela já foi uma palavra importante, hoje desmerecida. Lembro de uma gravura, creio que da época do iluminismo, ou posterior, em que haviam as palavras fraternidade, liberdade e igualdade e pessoas apontavam no horizonte e lá havia a palavra socialismo ou comunismo - ou era quase isso. Creio que por isso que essa tríade foi quebrada na revolução liberal e burguesa, deixando-se de lado a palavra fraternidade que mais do que as outras parece atrelada a socialismo. Afinal, fraternidade, lembra irmandade, comunidade, por fim, comunismo.

Eu fiz também comentário sobre TRABALHO nó fórum cujo link está a seguir: CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK

Sobre REGRA DO TRIPLO e CONTÍNUO ATENUADO escrevi um pouco no link a seguir CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK

O link também apresenta os conceitos de MÁXIMO e MÍNIMO ABSOLUTOS.

Sobre CONVENÇÕES PARTIDÁRIAS eu fiz um fórum e está no link a seguir: CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK

MORAL DOMINANTE, CISÃO PARADOXAL, MORALISMO DOGMÁTICO e MORALISMO CONCRETO: acrescentei essas palavras a meu tópico inicial, com suas respectivas explicações.

Quevedo fala sobre a divisão entre o público e o privado: "isso non ecziste".

Arthus Kauã Fendeler Höelz:
Quevedo fala sobre a divisão entre o público e o privado: "isso non ecziste".



isto só vai existir quando o legislativo, executivo e judiciário forem poderes separados...

RE: Neologismos e palavras esquecidas como o futuro para a política
Resposta
26/08/13 18:42 em resposta a Rafael Marzall Zanotto.
A propriedade privada é uma ótima invenção humana, mas está desvirtuada.

Não estava ela entre as três grandes bandeiras dos revolucionários franceses. Eram apenas liberdade, fraternidade e igualdade. A segunda foi, por sinal, suprimida.

A propriedade deve atender a função social segundo nossa constituição, mas não é o que acontece. Não existe taxação de grandes fortunas e todos nós cidadãos não acordamos e não nos organizamos como consumidores esclarecidos. O poder está em nossas mãos e não sabemos.

Carros e mais carros parados e causando congestionamentos em São Paulo. Isso é direto de propriedade? Isso é irracionalidade.

MAIOR SEPARAÇÃO DOS PODERES... é uma grande reforma. Mas para mais que uma reforma é preciso mais que separação dos poderes.

Arthus,

Eu já tive meus momentos de comuna... mas hoje estou mais centrado...

Acho que teríamos que ter um sistema entre capitalismo e socialismo... algo hibrido... pegando o melhor dos dois sistemas...

a livre iniciativa e o mercado livre são ótimos modelos para definir quais objetos são bons ou ruins... quais devem evoluir e ter mais mercado... e quais devem ser tirados de produção...

mas deve ter regras de ajustes para evitar distorções...

eu sou a favor de imposto zero sobre produtos e empresas... e imposto de renda variável de 15-60%... sem zona de isenção... isto geraria maior crescimento e melhor distribuição de renda ao mesmo tempo... uma pessoa que ganha pouco... vai ter maior acesso aos bens de consumo...

RE: Neologismos e palavras esquecidas como o futuro para a política
Resposta
26/08/13 20:33 em resposta a Rafael Marzall Zanotto.
Sei que nao é o lugar de debater isso mas , com sua proposta a inflação seria enorme , ja que o consumo seria alto e as empresas nao dariam conta de atender a demanda. O problema do Brasil é estrutural , nao se tem estrutura necessária para se produzir , escoar produção.
Por que vc acha que se mantém juros altos ? Para conter a inflação , pq o pais nao tem condições de produzir mais.

RE: Neologismos e palavras esquecidas como o futuro para a política
Resposta
26/08/13 23:29 em resposta a Diego Rodrigues.
a inflação é gerada pela diferença entre demanda e produção... claro que isto não deveria ser feito da noite para o dia... teria que ser de forma gradual para ir ajustando a produção... e pode ser controlado pelas taxas de IR... assim como feito no Depósito Compulsório com os bancos... é tudo uma questão de ajuste...

mas dessa forma até o governo arrecadaria mais.. pois o valor arrecadado teria mais valor sobre o produto... podendo assim fazer mais...

Arthus Kauã Fendeler Höelz:

Saiba fazer vídeos como eu fiz acima. O link é o que está a seguir.
CLIQUE PARA SABER COMO FIZ O VÍDEO ACIMA

Como tentei sugerir no título, o que relaciono nesse fórum são termos ou expressões, inéditos ou pouco veiculados, e que considero que deveriam estar sendo visualizados nesse momento em que há a pretensão de se realizar uma Reforma Política em nosso país. Não são termos direcionados aos políticos apenas, mas antes e principalmente, a todos nós cidadãos. Eis os termos:

- ELEIÇÕES ENTRE OS FILIADOS: existem, a meu ver, duas eleições, uma oficial, que é a que votamos nos candidatos aos cargos públicos, e uma que ignoramos e quase não notamos a existência e que é o momento em que os próprios candidatos são escolhidos pelos partidos. Esta eleição ignorada é tão importante quanto a oficial, porém as pessoas a desconhecem ou menosprezam, tornando-as exclusividade dos partidos, o que em princípio seria correto, mas desde que as pessoas participassem, em massa, dos partidos, o que não ocorre.

- CONVENÇÃO PARTIDÁRIA: o momento em que, teoricamente, o partido se reuniria com os partidários para escolher os candidatos, do partido, aos cargos eletivos. É nessa tecla que bati bastante aqui nessa comunidade do E-democracia, pois é nada mais que a primeira fase do processo de escolha dos candidatos aos cargos públicos – o que é ignorado.

- SITE OFICIAL DE PROPAGANDA ELEITORAL: (obs.: oficial significa "do poder público") um site onde cada candidato a um mesmo tipo de disputa eleitoral teria espaço digital idêntico (o mesmo número de bytes) para armazenar documentos, vídeos. A ideia é incipiente. Talvez seria possível armazenar um único vídeo ou vários, nenhum documento ou inúmeros. Acredito que o importante é manter a igualdade do espaço para os candidatos. A página de cada candidato, no site, poderia ser organizada de forma livre ou o espaço já seria organizado previamente da forma o mais semelhante possível, divergindo apenas quanto ao conteúdo.

- INDEPENDÊNCIA MIDIÁTICA: a ideia vai junto com a anterior, com a ideia de um site exclusivo para propaganda eleitoral. A preocupação aqui, mais preponderante, no que concerne a propaganda eleitoral, é desvencilhar as eleições, o máximo possível, de toda essa complicação relativa a tempo de exposição midiática, de todo esse conflito de determinar qual candidato terá mais ou menos tempo de televisão. É evidente que isso não é algo para hoje. É uma ideia e uma luta. O que parece uma grande esperança de que essa ideia floresça é o fato de imaginarmos que a criação de um site de propaganda eleitoral que fosse de conhecimento de todos, seria um ponto de encontro para aqueles que desejam ver as propagandas eleitorais para seus candidatos a vereador, prefeito, senador, etc. Seria um mídia alternativa, exclusiva para propaganda eleitoral e teria o reconhecimento de todos como veículo de propaganda eleitoral oficial. Ou seja, é evidente que não excluiria de forma alguma as demais formas de propaganda eleitoral que devem continuar sendo o mais livre possível. A ideia é fortalecer essa liberdade, possibilitando que inúmeros candidatos, sejam quantos forem, tenham um mesmo espaço de propaganda eleitoral, espaço que teria sua credibilidade advinda do fato de ser um espaço público e que seria administrado, imagino, pela Justiça Eleitoral.

- MONARQUIA DOS PARTIDOS: é um termo que inventei que representa um regime de distância enorme entre filiados de partidos e os mesmos partidos. Essa distância afastaria os partidários especialmente de momentos importantes como as convenções partidárias em que se escolhem os candidatos dos partidos. Além disso os filiados não teriam quase nenhuma participação na organização e no ideário do partido. Nesse regime, seria dificultada a criação de novos partidos, de modo que a cúpula dos principais partidos deteriam enorme poder de determinação na escolha dos eleitos pela população, levando ao sentimento popular de que não faria muita diferença quem seriam os eleitos, em uma mesma eleição.

- FEDERALIZAÇÃO DO SISTEMA PARTIDÁRIO: é o processo que torna dificultosa a formação dos partidos a níveis políticos inferiores ao nacional, exigindo-se que um partido tenha, logo de início, porte desproporcional às pequenas realidades e localidades, onde justamente deveriam surgir. Exige-se dos partidos que tenham, desde o fundamento, certos atributos tais como, por exemplo, quantitativo eleitoral de nível nacional, eleitorado de vários estados, sede do partidos na capital do país, ou outros de caráter federalizado.

- TRABALHO E FRATERNIDADE: duas palavras sem a devida importância em nosso sistema legal e em nossa sociedade. A primeira, a base de nossa sociedade, não é lembrada como direito ou dever fundamental. A segunda, que desde o movimento iluminista vinha acompanhada das palavras igualdade e liberdade, não é sequer mencionada, salvo engano, em lei alguma. Também não sei se seria diferente se essas palavras fossem mais importantes do que são, mas mesmo assim fica aí minha opinião e minha observação. É fato que o trabalho é bandeira de muitos partidos, mas creio que essa palavra, assim como os partidos, anda desmerecida.

- REGRA DO TRIPLO, CONTÍNUO ATENUADO, MÁXIMO E MÍNIMO ABSOLUTOS: É bem compreendido pelo exemplo de São Paulo. São Paulo, que já tem menos deputados federais por habitante, já que obedece ao limite máximo absoluto de 70 deputados, tem ainda menos deputados estaduais por habitante, já que obedece ao contínuo atenuado de um deputado estadual por um deputado federal a partir do quantitativo referencial de 12 deputados federais que o Estado possua na Câmara dos Deputados. Até 12 deputados os estados obedecem à regra do triplo, ou seja, para cada deputado federal o estado tem direito a três deputados estaduais.

São Paulo obedece a dois limites máximos absolutos. Ao de deputados federais, 70, e ao de estaduais, 94. O limite de deputados estaduais advém de sua correlação com o número de deputados federais, o que é aceitável, mas deve-se considerar que a regra do contínuo atenuado prejudica estados com mais deputados federais. Já o limite de deputados federais prejudica somente estados superpopulosos como São Paulo. Só São Paulo é assim na verdade. São Paulo não pode ter mais de 70 deputados federais, nem mais de 94 deputados estaduais, não importa o quanto cresça sua população.

O máximo é absoluto porque a constituição ou a lei impede a possibilidade de alteração para mais. Mesmo que a população cresça não há alteração. Para estados muito pequenos, há, mínimo absoluto, ou seja, não podem ter menos que tantos deputados.

- MORAL DOMINANTE, CISÃO PARADOXAL, MORALISMO DOGMÁTICO e MORALISMO CONCRETO: essas noções eu aplico na divisão evidente e clássica entre o público e o privado. Divisão puramente abstrata, já que podemos facilmente reconhecer que essas coisas são umbilicalmente unidas e inseparáveis. O ladrão que rouba visa se apropriar indevidamente de um bem privado. O político corrupto se apropria de dinheiro que se converterá em bem privados. De modo que é inequívoco que é puramente didática a divisão entre público e privado. Apesar disso uma indevida valoração do público é feita. É uma cisão paradoxal a que é feita. A moral pública é a moral dominante, se não exclusiva. Mesmo quando se trata da moral que cabe a particulares ou a empresas, fala-se da moral pública que lhes concerne. A função social e pública de uma empresa. Os deveres de um cidadão (e não de um particular).

Eu proponho um moralismo concreto. Não totalmente afastado dos idealismos, embora mais aproximado da realidade. Por exemplo, observemos a palavra trabalho. Evidente que nem todos os trabalhos são iguais, evidente que nem todos partem de um mesmo ponto zero e tem acesso aos mesmos trabalhos. Mas alguém rebateria a afirmação de que o trabalho é o nosso grande jugo, a maldição que nossa sociedade não pode escapar? Também não admitiria que é a nossa benção, já que sem ele nossa sociedade não conquistaria todos os seus avanços? Também não seria por meio dele que desigualdades se instalam, não seria por sua falta que direitos tornam-se inacessíveis?

Então eu proponho, só a título de exemplo do que seria essa moral concreta, uma substituição, ao menos hierárquica, de nossos valores, de nossos ideais, colocando uma palavra como trabalho no centro de nosso sistema jurídico. É claro que essa idéia talvez seja errônea ou mesmo megalomaníaca. Mas o que importa é a idéia de fundo que fica. Ou seja, tirar idéias tão abstratas que nos rodeiam, que nos comandam, inclusive subjetivamente... e colocar ideais mais concretos no lugar.

O moralismo dogmático seria aquele baseado em ideais platônicos e flagrantemente destoantes da realidade em que vivemos. A presentificação desses ideais nos entes não é tão satisfatória quanto outros ideais esquecidos ou menos vigentes.

Sobre INDEPENDÊNCIA MIDIÁTICA e SITE OFICIAL DE PROPAGANDA ELEITORAL os links a seguir foram onde desenvolvi essas idéias:

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK Link sobre o site de propaganda eleitoral

CLIQUE AQUI PARA ACESSAR O LINK Link sobre a independência midiática

A ênfase da palavra trabalho não significa simpatia pela esquerda, quando se trata de partido político. Prova disso é que existem tanto partidos de esquerda quanto de direita. Por isso, ainda que a ênfase na palavra trabalho possa ter uma conotação esquerdista, não parece correto tal prejulgamento. Em verdade me parece que pode estar o trabalho acima ou entre as discussões bipolares entre esquerda e direita. Tomei conhecimento de existem muitos partidos com a bandeira trabalho e não só na esquerda como já imaginava.

Achei a seguinte divisão (não é de minha autoria e, claro, está sujeita a objeções):

- DIREITA: DEM, PHS, PP, PR, PRP, PRTB, PSC, PSDC, PSL, PTB, PTC, PtdoB, PTN.

- CENTRO: PMDB, PSDB.

- ESQUERDA: PCB, PCdoB, PCO, PDT, PMN, PPS, PRB, PSB, PSOL, PSTU, PT, PV.

Daí advém que, da esquerda para direita, vários partidos defendem a bandeira do trabalho, denunciando assim, a meu ver, a importância da palavra em todos os lados da disputa política.

Não autorizo uso, cópias e redistribuição com fins comerciais do vídeo que abre esse fórum. Não autorizo obras derivadas com fins comerciais.